Domingo, Março 27, 2005
Rascunhos
Escrevi isso, entre o trágico e o cômico, há alguns dias. Vou aproveitar meu estado de hoje pra botar aqui, já que hoje isso parece verdadeiro.
A tristeza é uma canção de Roberto Carlos - daquelas entre o final da década de 70 e toda a década de 80, com a voz anasalada, que pergunta quase desconsolada: "como vai você?"
A tristeza é um sapato apertado que não sai do pé
A tristeza é uma caneta que não pega quando temos que anotar um número muito importante de telefone
A tristeza é aquela mudez que chega quando devíamos ter as palavras mais bonitas para falar (se não as mais bonitas, pelo menos as mágicas, capazes de transformar situações)
A tristeza é uma dor que te acorda no meio da noite pra te fazer lembrar que ela existe e que só vai embora se for curada
A tristeza é aquele cadarço solto que pode fazer cair ou o fio desencapado que pode provocar a morte
A tristeza é angústia que fica no peito e não sai, e que se esconde pra te fazer achar que está bem
Mas que volta assim que você parece ter esquecido dela
A tristeza não avisa e, por vezes, demora
A tristeza é ridícula como algumas dessas comparações
Ela é como uma cara que não chega
Mas também é persecutória e, quando cisma, não nos abandona em lugar nenhum
Ela se aloja e até engana quem tenta tirá-la de onde está
E eu quero que ela vá embora. Só. Pra nunca mais voltar.
Ela vai.
A tristeza é uma canção de Roberto Carlos - daquelas entre o final da década de 70 e toda a década de 80, com a voz anasalada, que pergunta quase desconsolada: "como vai você?"
A tristeza é um sapato apertado que não sai do pé
A tristeza é uma caneta que não pega quando temos que anotar um número muito importante de telefone
A tristeza é aquela mudez que chega quando devíamos ter as palavras mais bonitas para falar (se não as mais bonitas, pelo menos as mágicas, capazes de transformar situações)
A tristeza é uma dor que te acorda no meio da noite pra te fazer lembrar que ela existe e que só vai embora se for curada
A tristeza é aquele cadarço solto que pode fazer cair ou o fio desencapado que pode provocar a morte
A tristeza é angústia que fica no peito e não sai, e que se esconde pra te fazer achar que está bem
Mas que volta assim que você parece ter esquecido dela
A tristeza não avisa e, por vezes, demora
A tristeza é ridícula como algumas dessas comparações
Ela é como uma cara que não chega
Mas também é persecutória e, quando cisma, não nos abandona em lugar nenhum
Ela se aloja e até engana quem tenta tirá-la de onde está
E eu quero que ela vá embora. Só. Pra nunca mais voltar.
Ela vai.
Via sacra
Escolhi passar esse feriado em casa, sem viajar. Queria ficar com a família, em casa, e até acompanhar os ritos que acompanhava anos antes, quando ia sempre à igreja. Não consegui fazer isso e minha via-sacra foi diferente. Talvez deveria ser assim, por isso que sabia que precisava ficar em casa.
Mas eu queria começar a receber boas notícias.
Mas eu queria começar a receber boas notícias.
Sexta-feira, Março 25, 2005
Não percam, nos próximos posts...
Em algum momento, contarei a trajetória da minha mãe e da minha família.
Mas não esperem.
Tá achando que eu sou tratante? Pára. Pra entender melhor meus mecanismos, leia este post.
Mas não esperem.
Tá achando que eu sou tratante? Pára. Pra entender melhor meus mecanismos, leia este post.
Seção Ídolos da Aborrescência - Marcelinho Carioca
Aos 15 anos, comprei minha primeira e, por enquanto, única camisa do Corinthians. Era oficial, mas não era a branca, era a preta listrada, que até hoje acho linda. O patrocínio ainda era da Suvinil e hoje ela já está cheia de bolinhas que denunciam a idade e o uso freqüente entre os 15, 16, 17 e nas vésperas do Corinthians decidir um título. O número dela é 7, e eu andei por umas 3 lojas até encontrar esse número. A razão? Simples. Era a camisa do Marcelinho Carioca.
Foi ele o meu ídolo corintiano em meados dos anos 90. Não só meu como da torcida inteira. Faltas eram sinônimos de gol, fazia gols mesmo quando não batia faltas e, puxa, dizia todas aquelas coisas q a fiel gostava de ouvir. A campeã delas era que a camisa do Timão era sua segunda pele. O cara dizia isso em momentos sublimes, em conquistas de títulos. Impossível não cair nas graças de uma torcida extremamente passional.
A época em que comprei a camisa foi aquela da conquista do título da Copa do Brasil em cima do Grêmio, lá no RS. O evento era transmitido pelo SBT e era apelidado carinhosamente por são-paulinos e palmeirenses de "Copa Silvio Santos". Bobinhos. Hj é transmitido pela Globo e continua rendendo vaga na Libertadores. Enfim. Isso era só pra falar que, naquele ano, o Corinthians conquistou a Copa do Brasil, o Paulista em cima do Palmeiras e, no começo do ano, a Gaviões da Fiel ganhava o primeiro título no desfile das escolas de samba de SP, com um enredo que sei até hoje.
Mas eu estava falando do Marcelinho. Então. Acho que foi por essa época que ele fez aquele gol de placa, aquela coisa linda, na Vila Belmiro. E, logo depois, ele foi pra Espanha. Ficou lá pouco tempo e depois voltou. Foi "sorteado" pela Federação Paulista de Futebol com um Disque-Marcelinho, com votação que podia ser feita por torcedores dos 4 principais times paulistas. Claro que a corintianada votou em peso.
Com o Luxemburgo no Timão, a coisa ficou complicada para Marcelinho. Os dois egos enormes se chocaram e o jogador, claro, saiu em desvantagem. Luxa (ou Luxe, nosso grande professor de espanhol no Real Madrid) colocou Marcelinho na geladeira umas duas vezes e deixou o carioca pianinho. Luxa saiu, veio Oswaldo de Oliveira, veio o título mundial, tudo isso com Marcelinho.
Meses depois, veio a Libertadores. E, adivinha quem perde um pênalti que poderia classificar o time? Sim, Marcelinho. Mas, na época, não me lembro do povo ter crucificado ele. O parmera tinha Marcos, e esse sim fez milagre no gol. E, puxa, bola parada era a especialidade do cara. Não deu pra entender até hoje.
A saída dele do time foi tumultuada. Foi acusado de traíra por plantar informações na imprensa envolvendo o desafeto Ricardinho. Eu me lembro que vários jogadores pediram a cabeça do carioca. Ele saiu, foi jogar no Santos, no Vasco, em um time obscuro da França e hoje está no não menos obscuro Brasiliense, nos arredores de Brasília. O fato é que o cara nunca mais se encontrou desde que saiu do Corinthians. Em entrevista à Placar de dezembro passado, disse que seu sonho era voltar para o Timão. Pareceu ser sincero.
Mas está aí o ponto que sempre foi questionado durante toda a passagem do jogador pelo Corinthians. Além de jogar bem, o cara colecionou encrencas ao mesmo tempo em que pregava o evangelho, com seus trechos bíblicos decorados ("quem se humilha será exaltado" era um dos hits) e até um projeto de banda de pagode evangélico, formada também por Amaral (figura!) e outros amigos. Para muitos, ele era cínico. Outros também comentam que seu comportamento mudava com a imprensa conforme o acender e apagar dos refletores das câmeras de TV. Já ouvi até comentário que o cara deixava a mulher dormir pra sair com amante, comportamento questionável para um evangélico tão arraigado. O fato é que não era fácil confiar em tudo o que era dito.
Acho que, hoje, a lembrança que muitos (inclusive eu) têm do Marcelinho é semelhante à de ex que não presta. A gente sabe que o cara não prestava, que não valia nada e que fez sofrer. Mas não dá pra esquecer dos momentos bons que foram vividos. Não sei se o Marcelinho presta, se dizia a verdade quando falava que a camisa do Corinthians era sua segunda pele ou se quer realmente voltar ao time do qual foi ídolo. Mas eu sei que é muito bom lembrar de quando tinha falta perto da pequena área que o Marcelinho batia. Não sem antes praticar o ritual básico de ajoelhar, ficar uns segundos quieto e depois chutar. E sair pra comemorar. Ou então os golaços, ou os passes, ou mesmo as comemorações com as tantas frases bíblicas decoradas. O cara foi ídolo por várias temporadas, coisa difícil hoje e mais difícil ainda em uma panela de pressão como é o Corinthians. Não sei o que ele ainda joga, e acho que dificilmente teria espaço na franquia MSI. Mas, puxa, nunca mais tivemos um batedor de falta tão bom. E nem sei mais hoje quem é o camisa 7 do Timão.
** Essa é legal: o site oficial do cara (www.marcelinhocarioca.com.br) tem uma enquete sobre o Corinthians! A pergunta é: O que você acha de Daniel Passarella no comando do Corinthians? Foram 173 votos e 68% responderam que "ele fará o time jogar muita bola". Que engraçado.
Foi ele o meu ídolo corintiano em meados dos anos 90. Não só meu como da torcida inteira. Faltas eram sinônimos de gol, fazia gols mesmo quando não batia faltas e, puxa, dizia todas aquelas coisas q a fiel gostava de ouvir. A campeã delas era que a camisa do Timão era sua segunda pele. O cara dizia isso em momentos sublimes, em conquistas de títulos. Impossível não cair nas graças de uma torcida extremamente passional.
A época em que comprei a camisa foi aquela da conquista do título da Copa do Brasil em cima do Grêmio, lá no RS. O evento era transmitido pelo SBT e era apelidado carinhosamente por são-paulinos e palmeirenses de "Copa Silvio Santos". Bobinhos. Hj é transmitido pela Globo e continua rendendo vaga na Libertadores. Enfim. Isso era só pra falar que, naquele ano, o Corinthians conquistou a Copa do Brasil, o Paulista em cima do Palmeiras e, no começo do ano, a Gaviões da Fiel ganhava o primeiro título no desfile das escolas de samba de SP, com um enredo que sei até hoje.
Mas eu estava falando do Marcelinho. Então. Acho que foi por essa época que ele fez aquele gol de placa, aquela coisa linda, na Vila Belmiro. E, logo depois, ele foi pra Espanha. Ficou lá pouco tempo e depois voltou. Foi "sorteado" pela Federação Paulista de Futebol com um Disque-Marcelinho, com votação que podia ser feita por torcedores dos 4 principais times paulistas. Claro que a corintianada votou em peso.
Com o Luxemburgo no Timão, a coisa ficou complicada para Marcelinho. Os dois egos enormes se chocaram e o jogador, claro, saiu em desvantagem. Luxa (ou Luxe, nosso grande professor de espanhol no Real Madrid) colocou Marcelinho na geladeira umas duas vezes e deixou o carioca pianinho. Luxa saiu, veio Oswaldo de Oliveira, veio o título mundial, tudo isso com Marcelinho.
Meses depois, veio a Libertadores. E, adivinha quem perde um pênalti que poderia classificar o time? Sim, Marcelinho. Mas, na época, não me lembro do povo ter crucificado ele. O parmera tinha Marcos, e esse sim fez milagre no gol. E, puxa, bola parada era a especialidade do cara. Não deu pra entender até hoje.
A saída dele do time foi tumultuada. Foi acusado de traíra por plantar informações na imprensa envolvendo o desafeto Ricardinho. Eu me lembro que vários jogadores pediram a cabeça do carioca. Ele saiu, foi jogar no Santos, no Vasco, em um time obscuro da França e hoje está no não menos obscuro Brasiliense, nos arredores de Brasília. O fato é que o cara nunca mais se encontrou desde que saiu do Corinthians. Em entrevista à Placar de dezembro passado, disse que seu sonho era voltar para o Timão. Pareceu ser sincero.
Mas está aí o ponto que sempre foi questionado durante toda a passagem do jogador pelo Corinthians. Além de jogar bem, o cara colecionou encrencas ao mesmo tempo em que pregava o evangelho, com seus trechos bíblicos decorados ("quem se humilha será exaltado" era um dos hits) e até um projeto de banda de pagode evangélico, formada também por Amaral (figura!) e outros amigos. Para muitos, ele era cínico. Outros também comentam que seu comportamento mudava com a imprensa conforme o acender e apagar dos refletores das câmeras de TV. Já ouvi até comentário que o cara deixava a mulher dormir pra sair com amante, comportamento questionável para um evangélico tão arraigado. O fato é que não era fácil confiar em tudo o que era dito.
Acho que, hoje, a lembrança que muitos (inclusive eu) têm do Marcelinho é semelhante à de ex que não presta. A gente sabe que o cara não prestava, que não valia nada e que fez sofrer. Mas não dá pra esquecer dos momentos bons que foram vividos. Não sei se o Marcelinho presta, se dizia a verdade quando falava que a camisa do Corinthians era sua segunda pele ou se quer realmente voltar ao time do qual foi ídolo. Mas eu sei que é muito bom lembrar de quando tinha falta perto da pequena área que o Marcelinho batia. Não sem antes praticar o ritual básico de ajoelhar, ficar uns segundos quieto e depois chutar. E sair pra comemorar. Ou então os golaços, ou os passes, ou mesmo as comemorações com as tantas frases bíblicas decoradas. O cara foi ídolo por várias temporadas, coisa difícil hoje e mais difícil ainda em uma panela de pressão como é o Corinthians. Não sei o que ele ainda joga, e acho que dificilmente teria espaço na franquia MSI. Mas, puxa, nunca mais tivemos um batedor de falta tão bom. E nem sei mais hoje quem é o camisa 7 do Timão.
** Essa é legal: o site oficial do cara (www.marcelinhocarioca.com.br) tem uma enquete sobre o Corinthians! A pergunta é: O que você acha de Daniel Passarella no comando do Corinthians? Foram 173 votos e 68% responderam que "ele fará o time jogar muita bola". Que engraçado.
Descoberta
Eu descobri Kleber Albuquerque dia desses. Há duas semanas, pra ser mais exata. Só conhecia de ouvi falar e de ler sobre. Mas descobri agora, com os meus ouvidos. E já estou ouvindo os CDs dele aqui, no site oficial. Descubram tb, o cara é mto bom.
Quinta-feira, Março 24, 2005
Tudo ao mesmo tempo agora (eita título sem criatividade)
Quem quiser uma semana tranqüila não pode trocar de emprego e nem receber amigo de outro estado em sua cidade. Principalmente se o outro emprego tiver 500 mil informações novas. E, no caso do amigo, se ele vier de um estado bem distante e se a vinda dele calhar com muitos shows acontecendo em sua cidade. Se vc quiser levá-lo para todos os lugares e se ele ainda tiver outros amigos aqui, fodeu.
Assim foi minha semana passada. Uma pequena revolução. Peguei um pepino (melhor remunerado, é verdade) para descascar. Um náo, muitos. Ainda preciso saber como descascar vários deles. Se eu disser que estou totalmente segura, será mentira da grossa. Estou apenas tentando compreender como a coisa funciona. Depois eu vou poder dizer se estou gostando ou náo.
Quanto à visita recebida, foi ela quem rendeu os melhores momentos das semanas que passaram. Um dia era show, no outro também, entre eles era muita conversa boa de amigos que não se vêem de verdade há tempos e, quando não era show desses de comprar ingresso, era show particular. Foi muita coisa linda, tanta que eu fiquei até com raiva de não participar de tudo por causa das inúmeras atribuições do trabalho. Fiquei tão maravilhada com tudo o que aconteceu que nem consigo explicar, só quem viveu junto vai fazer idéia.
No ônibus, eu tinha pensado em várias coisas pra escrever aqui. Mas esqueci todas. Ah. Estava com saudades de postar. Isso pq descobri hj q não posso usar orkut e estou sem msn tb. Só por e-mail. E nem sei se rola ver e-mail pessoal.
***
Eu acho que essa nova escolha foi meio compulsória e estou com um certo medo de não dar conta de todas as mudanças. Vou trabalhar rezando pra tudo dar certo, pra me acostumar, pra conseguir fazer as coisas direito. Acho que isso pode ser apavoramento normal, em se tratando do meu desespero por fazer as coisas direito em um ambiente que não conheço. Eu sempre me desespero com coisas muito novas e que não pareçam estar ao meu alcance. Mas outra coisa que me apavora é que eu preciso de tranqüilidade. Não sei se terei isso.
***
Passam os dias, os anos, e eu sei de cada vez menos coisas.
***
Sei sim. Ter bons amigos é uma coisa maravilhosa.
***
Mais uma reflexãozinha solta: amo meus amigos, mas não curto muito ser amiga-estepe, dessas que só sabem de problemas. Legal é compartilhar notícia boa também! Claro que, na hora dos problemas, os amigos são os primeiros a apoiar. Mas é legal ligar pra um amigo e falar uma coisa mto boa. Pelo menos, ele ou ela pode não ter a sensação de que serve apenas como um estepe, um zagueiro no banco de reservas para quando a coisa não está tão bem.
***
Oba, futebol! Lembrei agora do que queria falar desde o domingo. Corinthians 2 X 0 Palmeiras. Meu time não tem mais chances no Paulista (e o parmera tá perto do rebaixamento, li hj), tomou uma sova do Cianorte, mas ganhou do Palmeiras. Quem sabe não fatura o Brasileiro pra competir a Libertadores e, finalmente, ganhar? Sonhos, enfim.
Lembrei de outro ídolo da adolescência. Acho q merece post, pelo ridículo das lembranças.
Estou devendo post sobre a história da chegada da minha mãe a SP. Q bom, mais coisa pra escrever.
Assim foi minha semana passada. Uma pequena revolução. Peguei um pepino (melhor remunerado, é verdade) para descascar. Um náo, muitos. Ainda preciso saber como descascar vários deles. Se eu disser que estou totalmente segura, será mentira da grossa. Estou apenas tentando compreender como a coisa funciona. Depois eu vou poder dizer se estou gostando ou náo.
Quanto à visita recebida, foi ela quem rendeu os melhores momentos das semanas que passaram. Um dia era show, no outro também, entre eles era muita conversa boa de amigos que não se vêem de verdade há tempos e, quando não era show desses de comprar ingresso, era show particular. Foi muita coisa linda, tanta que eu fiquei até com raiva de não participar de tudo por causa das inúmeras atribuições do trabalho. Fiquei tão maravilhada com tudo o que aconteceu que nem consigo explicar, só quem viveu junto vai fazer idéia.
No ônibus, eu tinha pensado em várias coisas pra escrever aqui. Mas esqueci todas. Ah. Estava com saudades de postar. Isso pq descobri hj q não posso usar orkut e estou sem msn tb. Só por e-mail. E nem sei se rola ver e-mail pessoal.
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Eu acho que essa nova escolha foi meio compulsória e estou com um certo medo de não dar conta de todas as mudanças. Vou trabalhar rezando pra tudo dar certo, pra me acostumar, pra conseguir fazer as coisas direito. Acho que isso pode ser apavoramento normal, em se tratando do meu desespero por fazer as coisas direito em um ambiente que não conheço. Eu sempre me desespero com coisas muito novas e que não pareçam estar ao meu alcance. Mas outra coisa que me apavora é que eu preciso de tranqüilidade. Não sei se terei isso.
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Passam os dias, os anos, e eu sei de cada vez menos coisas.
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Sei sim. Ter bons amigos é uma coisa maravilhosa.
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Mais uma reflexãozinha solta: amo meus amigos, mas não curto muito ser amiga-estepe, dessas que só sabem de problemas. Legal é compartilhar notícia boa também! Claro que, na hora dos problemas, os amigos são os primeiros a apoiar. Mas é legal ligar pra um amigo e falar uma coisa mto boa. Pelo menos, ele ou ela pode não ter a sensação de que serve apenas como um estepe, um zagueiro no banco de reservas para quando a coisa não está tão bem.
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Oba, futebol! Lembrei agora do que queria falar desde o domingo. Corinthians 2 X 0 Palmeiras. Meu time não tem mais chances no Paulista (e o parmera tá perto do rebaixamento, li hj), tomou uma sova do Cianorte, mas ganhou do Palmeiras. Quem sabe não fatura o Brasileiro pra competir a Libertadores e, finalmente, ganhar? Sonhos, enfim.
Lembrei de outro ídolo da adolescência. Acho q merece post, pelo ridículo das lembranças.
Estou devendo post sobre a história da chegada da minha mãe a SP. Q bom, mais coisa pra escrever.
Quarta-feira, Março 16, 2005
????????
Sabe quando acontecem coisas que você nem acredita que aconteceram?
Então. Estou assim hoje.
Ontem foi um sonho.
Então. Estou assim hoje.
Ontem foi um sonho.
Domingo, Março 13, 2005
Casa, comida e um milhão por mês
Semana movimentadíssima. Tópicos de conclusões tiradas durante o período.
- Afobação é uma droga
- Mudar é bom sim
- Ir embora, em alguns momentos, também é legal
- Algumas pessoas são estranhas
- Eu não vou conseguir gostar de Monica Salmaso
- Teresa Cristina é uma simpatia
- Fico tranquilamente mais um mês sem comer mortadela, tudo por causa do Mercadão Municipal.
- Tá um puta calor em SP. Ninguém aqui está acostumado com estas temperaturas
- Badi Assad é o máximo, mesmo (idem pro marido dela)
- Amigos também são o máximo
- Artistas podem descer do palco!
- Um CD da Natalie Merchand pode fazer uma pessoa ganhar o dia
- Um show do Kleber Albuquerque de graça tb
- O dia pode ser melhor ainda depois de descobrir quem é o compositor de uma música maravilhosa que se ouviu no rádio (preciso, inclusive, TER essa música)
- É bom passar o domingo rindo de bobagem.
A música q eu "descobri" é Os Presentes, de Kleber Albuquerque, que está tocando na Nova FM na voz de Eliana Printes (o título do post foi tirado da música). Devo ter ouvido metade desta música umas duas vezes. E achei a coisa mais linda. Ah! Kleber Albuquerque é excelente compositor. Quero CD dele. Mas, antes, quero pra mim Os Presentes com Eliana Printes. Vou começar uma campanha. Me mandem essa música, por favor. Eu não tenho Kazaa, eu não tive Napster, eu tenho acesso discado. Eu mereço essa música de presente. Vcs poucos q me lêem são meus amigos, q eu sei. Em nome dessa amizade, mandem no meu Gmail Os Presentes, de Eliana Printes. Mas tb pode ser na voz do Kleber Albuquerque.
Caramba, q chatice, relembrei das birras de infância agora. Acho q fiquei mal acostumada por ter ganho dois CDs maravilhosos e personalizados.
A semana continuará movimentada, muito por conta da vinda do meu querido amigo leitor para SP. E tb por conta da semana incrível de shows que inundaram a cidade.
Semana q vem tem mais turismo em SP e Mawaca!
E muito trabalho tb...
- Afobação é uma droga
- Mudar é bom sim
- Ir embora, em alguns momentos, também é legal
- Algumas pessoas são estranhas
- Eu não vou conseguir gostar de Monica Salmaso
- Teresa Cristina é uma simpatia
- Fico tranquilamente mais um mês sem comer mortadela, tudo por causa do Mercadão Municipal.
- Tá um puta calor em SP. Ninguém aqui está acostumado com estas temperaturas
- Badi Assad é o máximo, mesmo (idem pro marido dela)
- Amigos também são o máximo
- Artistas podem descer do palco!
- Um CD da Natalie Merchand pode fazer uma pessoa ganhar o dia
- Um show do Kleber Albuquerque de graça tb
- O dia pode ser melhor ainda depois de descobrir quem é o compositor de uma música maravilhosa que se ouviu no rádio (preciso, inclusive, TER essa música)
- É bom passar o domingo rindo de bobagem.
A música q eu "descobri" é Os Presentes, de Kleber Albuquerque, que está tocando na Nova FM na voz de Eliana Printes (o título do post foi tirado da música). Devo ter ouvido metade desta música umas duas vezes. E achei a coisa mais linda. Ah! Kleber Albuquerque é excelente compositor. Quero CD dele. Mas, antes, quero pra mim Os Presentes com Eliana Printes. Vou começar uma campanha. Me mandem essa música, por favor. Eu não tenho Kazaa, eu não tive Napster, eu tenho acesso discado. Eu mereço essa música de presente. Vcs poucos q me lêem são meus amigos, q eu sei. Em nome dessa amizade, mandem no meu Gmail Os Presentes, de Eliana Printes. Mas tb pode ser na voz do Kleber Albuquerque.
Caramba, q chatice, relembrei das birras de infância agora. Acho q fiquei mal acostumada por ter ganho dois CDs maravilhosos e personalizados.
A semana continuará movimentada, muito por conta da vinda do meu querido amigo leitor para SP. E tb por conta da semana incrível de shows que inundaram a cidade.
Semana q vem tem mais turismo em SP e Mawaca!
E muito trabalho tb...
Domingo, Março 06, 2005
Medo da chuva
Eu sempre espero mudanças.
Mas, quando elas vêm, dão medo.
***
Mas, se nada der certo nessa vida, monto uma banda cover do Calypso, com um canto esgarniçado igual ao da vocalista que está no Faustão agora.
Mas, quando elas vêm, dão medo.
***
Mas, se nada der certo nessa vida, monto uma banda cover do Calypso, com um canto esgarniçado igual ao da vocalista que está no Faustão agora.
Al otro lado del rio
Eu disse que o próximo tópico seria sobre a história da vinda da minha mãe a São Paulo.
Mas não será. Um dia será. Não hoje.
Vi ontem, finalmente, Diários de Motocicleta. Eu sou largada pra cinema. Tem muitos filmes obrigatórios que eu nunca vi, tipo Quase Famosos. Bateu uma vontade muito grande e atravessei a cidade, tal qual o jovem Che atravessou o Rio Amazonas, pra ir ver o filme no único cinema aonde ele ainda estava em cartaz.
As locações são lindas, Rodrigo de La Serna é impagável como Alberto Granado e, bem, Gael García Bernal é um perfeito exemplar do que a humanidade ainda tem de belo. Corri para ver o filme também motivada pelo Oscar que a música ganhou, já que não ouvi o Antonio Banderas pagando mico e nem o Jorge Drexler ganhando a estatueta.
Não sei analisar filmes. Talvez por isto a enrola toda até chegar a esta conclusão. Mas o fato é que Diários me tocou muito. Primeiro, porque eu estou em uma fase de mudanças. Mudarei de emprego de novo. Mas, agora, sinto que não mudará apenas o escritório onde eu realizarei tarefas, mas parece que mais coisa vai mudar junto. Foi uma mudança rápida, mas especial.
No filme, os dois rapazes que só queriam fazer uma viagem pela América Latina se deram conta no meio da caminhada que o mundo não era apenas aquilo que eles conheciam naquele mundinho de Buenos Aires e no ambiente universitário freqüentado por eles. A travessia do deserto de Atacama, a chegada a Machu Picchu, o contato com o leprosário e até mesmo as lorotas inventadas por Granado para conseguir abrigo, tudo parece ser uma lição de como tratar e como aprender com o ser humano.
Mas o melhor momento, talvez o mais simbólico, é a travessia de um sonhador e asmático Che pelo Rio Amazonas. É o último dia dele e de Alberto no leprosário de San Pablo, e é o aniversário de Ernesto. Em uma margem do rio, vivem os leprosos em tratamento, já afeiçoados aos dois jovens médicos (Ernesto e Alberto) que se recusaram a usar luvas para ter contato com eles - as luvas são exigências simbólicas das freiras que mantém o leprosário. Na outra margem do rio, estavam os dormitórios das freiras e dos outros médicos e funcionários do local. A festa de despedida e de aniversário foi comemorada na margem "sã" do rio. Até que Ernesto resolve cruzar, a nado, a margem do rio, para comemorar com quem tinha ficado, até então, longe da festa.
Ninguém tinha feito aquilo até então. Muito menos um jovem de pulmões frágeis, e ainda ao encontro de leprosos. Acho que é este o momento em que o filme, a travessia e, inclusive, a canção que ganhou o Oscar ganham sentido.
Foi também quando eu fiquei pensando no que realmente faz sentido à vida. Quantas travessias temos que fazer, quantos rios temos que cruzar e, finalmente, com quantas pessoas temos que aprender a dar valor àquilo que realmente importa.
Não cheguei a conclusão nenhuma. Acho que nem era pra chegar. Ah! Cheguei sim. Gael é lindo. Ponto.
Mas não será. Um dia será. Não hoje.

Vi ontem, finalmente, Diários de Motocicleta. Eu sou largada pra cinema. Tem muitos filmes obrigatórios que eu nunca vi, tipo Quase Famosos. Bateu uma vontade muito grande e atravessei a cidade, tal qual o jovem Che atravessou o Rio Amazonas, pra ir ver o filme no único cinema aonde ele ainda estava em cartaz.
As locações são lindas, Rodrigo de La Serna é impagável como Alberto Granado e, bem, Gael García Bernal é um perfeito exemplar do que a humanidade ainda tem de belo. Corri para ver o filme também motivada pelo Oscar que a música ganhou, já que não ouvi o Antonio Banderas pagando mico e nem o Jorge Drexler ganhando a estatueta.
Não sei analisar filmes. Talvez por isto a enrola toda até chegar a esta conclusão. Mas o fato é que Diários me tocou muito. Primeiro, porque eu estou em uma fase de mudanças. Mudarei de emprego de novo. Mas, agora, sinto que não mudará apenas o escritório onde eu realizarei tarefas, mas parece que mais coisa vai mudar junto. Foi uma mudança rápida, mas especial.
No filme, os dois rapazes que só queriam fazer uma viagem pela América Latina se deram conta no meio da caminhada que o mundo não era apenas aquilo que eles conheciam naquele mundinho de Buenos Aires e no ambiente universitário freqüentado por eles. A travessia do deserto de Atacama, a chegada a Machu Picchu, o contato com o leprosário e até mesmo as lorotas inventadas por Granado para conseguir abrigo, tudo parece ser uma lição de como tratar e como aprender com o ser humano.
Mas o melhor momento, talvez o mais simbólico, é a travessia de um sonhador e asmático Che pelo Rio Amazonas. É o último dia dele e de Alberto no leprosário de San Pablo, e é o aniversário de Ernesto. Em uma margem do rio, vivem os leprosos em tratamento, já afeiçoados aos dois jovens médicos (Ernesto e Alberto) que se recusaram a usar luvas para ter contato com eles - as luvas são exigências simbólicas das freiras que mantém o leprosário. Na outra margem do rio, estavam os dormitórios das freiras e dos outros médicos e funcionários do local. A festa de despedida e de aniversário foi comemorada na margem "sã" do rio. Até que Ernesto resolve cruzar, a nado, a margem do rio, para comemorar com quem tinha ficado, até então, longe da festa.
Ninguém tinha feito aquilo até então. Muito menos um jovem de pulmões frágeis, e ainda ao encontro de leprosos. Acho que é este o momento em que o filme, a travessia e, inclusive, a canção que ganhou o Oscar ganham sentido.
Foi também quando eu fiquei pensando no que realmente faz sentido à vida. Quantas travessias temos que fazer, quantos rios temos que cruzar e, finalmente, com quantas pessoas temos que aprender a dar valor àquilo que realmente importa.
Não cheguei a conclusão nenhuma. Acho que nem era pra chegar. Ah! Cheguei sim. Gael é lindo. Ponto.