Domingo, Abril 30, 2006

Sim, eu trabalho

E estou aqui de vezemquandamente. Quer dizer, com essa periodicidade, só no blog. Aqui é todo dia.

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Por vontade própria, também passo por aqui. Dessa vez, com foi essa matéria.

Sábado, Abril 22, 2006

Eu queria o Telê no meu time

Eu também fiquei triste com a morte do Telê Santana. Mas não porque tenha visto a seleção de 1982 – eu tinha apenas dois anos de idade. Mas porque ele dirigiu um dos times mais invejados por qualquer criança/pré-adolescente no início dos anos 90.
Nunca tive vontade de mudar de time. De verdade. Por doutrina e, depois, por opção, me tornei corintiana. Filha única de pai fanático não podia ter outro destino (pai que não tem filho pra comprar chuteira ensina a filha a gritar gol). Mas o fato é que eu não sonhava apenas com o Raí vestindo a camisa alvinegra (pensando bem, ele fica ótimo em qualquer camisa). Eu tinha muita, mas muita vontade de ver o meu time fazendo tudo aquilo que o São Paulo fazia: ganhar Libertadores, erguer caneco em Tóquio e, finalmente, jogar daquele jeito bonito. Só um técnico como Telê Santana foi capaz de fazerem jogar bem, num mesmo time, Raí e Pintado. Até o mais problemático, como Junior Baiano, tinha jeito na mão dele.
Nesta mesma fase áurea do São Paulo, o Corinthians ficou muito tempo invicto num brasileirão (93) que, se fosse por pontos corridos, teria conquistado o título. Mas era um time horrível, um dos mais feios que já vi, que considerava goleada vitória de um a zero e com um show de botinadas a cada partida. Mas o campeonato ainda estava longe de ser por pontos corridos. E o Vitória, da Bahia, eliminou o Corinthians e entregou as finais para o Palmeiras.
Sem título brasileiro, só nos restava em casa assistir a mais uma decisão de madrugada, com um time que não era o nosso, mas que, puxa vida, jogava muito bem.
Foi nessa época que o São Paulo conquistou boa parte da torcida que tem hoje. Conheço muita gente que passou a vestir a camisa tricolor depois dos títulos - parágrafo alterado sob ameaças judiciais. Para não perder a amizade da amizade judicial, leve a sério a próxima frase: Só soube de alguns são-paulinos fanáticos depois dos títulos conquistados.

Para não admitir a inveja, eu dizia que eram todos uns interesseiros, só queriam saber de time que ganhava. Que torcer, desde pequeno, mesmo perdendo, ninguém queria. Pura dor de cotovelo. Não é fácil admitir isso, até hoje e principalmente hoje, sabendo quem são os são-paulinos que me lêem.
O fato, porém, era que eu sempre sonhei com Telê no Corinthians. Pra fazer de Zé Elias um volante refinado e de Ezequiel um... um... ah, uma tranqueira melhor do que foi. Como Viola se comportaria? E Marcelinho Carioca?
Já fizeram este exercício de imaginação tempos atrás, em um site/blog chamado Balípodo (www.gardenal.org/balipodo). Juliano Barreto e Ubiratan Leal imaginaram o Corinthians dirigido por Telê em 1998, com a conquista de um título da Libertadores antes do Palmeiras (seria a perfeição elevada ao quadrado). Li este texto há algum tempo e já achei que estava louca, porque tentei procurar no Trivela e não achava. Os dois sites merecem a visita. E Telê merece sempre nossa reverência.


Quarta-feira, Abril 12, 2006

É o melhor, até o próximo

Terminei a leitura de Grande Sertão: Veredas. É o melhor livro que li, até ler o próximo. Vale a pena. Eu quase chorei no consultório, enquanto terminava o livro, quando descobri que... ah, vá ler, por favor.

Sexta-feira, Abril 07, 2006

Conto conjunto

Tudo começou com uma pergunta inútil. Que rendeu um conto, que foi aumentado, aumentado... até a gente chegar à conclusão que ele poderia não ter fim. Aí, ele foi parar aqui.
Acompanhe de baixo para cima (o primeiro post é o começo da história). Idéias? Pitacos? Palpites? É só comentar.
Aumente nosso conto conjunto.

Domingo, Abril 02, 2006

About others

Sou usuária do orkut. Isto significa que, sim, eu também bisbilhoto a vida alheia. Eu vejo profiles de outros sim. Scraps tb (ai, que vergonha de admitir isso). Por isso tb tomo o cuidado de deixar na minha página só o que quero. Se parecer comprometedor, eu também quis que parecesse. Nossa, isso dá tema pra outro post e até pra sessão de análise (o controle que eu exerço pra fazer com que os outros me vejam do jeito que eu desejo). Mas não vou enveredar por esse assunto agora.
Além da sessão futrica, outra coisa à qual presto atenção é a descrição no "about me". Tanta gente que sabe se definir tão bem, e em tão poucas palavras! Eu queria tanto saber me definir bem daquele jeito! Em um parágrafo só, a gente lê e entende absolutamente tudo. Pelo menos, no caso dos amigos. Já fiz muitos testemunhais bem mais decentes do que o que está escrito no meu "about". Que inclusive já troquei várias vezes, com medo de parecer ridícula.
Sim, pq eu tb acho alguns ridículos. Que me dão vergonha - com carinhas, boquinhas, asteriscos, argh. Ou "eu sou mtooo legauuuu", "me dolu", ou as coisas básicas: "detesto falsidade e grosseria, desejo a paz do mundo". Bidu! Ninguém mais é assim.
Os profiles looooongos tb me dão medo, mto medo. Pq é muita coisa pra ser exposta pra muita gente que entra e nem sabe quem vc é. Ou então, pra mta gente que até sabe, e por isso mesmo fica com medo.
Aí, essas coisas me bloqueiam na hora de fazer um about me. E vejo que não sei dizer quem eu sou. Talvez até deva saber um pouco, mas nem quero pensar sobre isso no momento.
Será?
Esse texto terminou pior do que começou.

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Pelo menos, meus testimonials me salvam. Aliás, meus amigos me salvam sempre!


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