Sábado, Dezembro 23, 2006

Do que você gosta?

Eu gosto de (não necessariamente nesta ordem):

Ameixa
Chocolate
Abraço
Cerveja com os amigos
Almoço com os amigos
Programa de índio com os amigos
Amigos
Cheiro de chuva
Estrada
Mato
Sertão da Bahia
Manga do quintal da Tia Ana
Fruta colhida no pé
Rir de coisa imbecil
Falar coisa séria – e quebrar uma fala séria com uma abobrinha
Andar descalça
Praia vazia
Cachoeira
Música que faça chorar
Shows com músicas desconhecidas
Shows com músicos que amo
Kleber Albuquerque
Ceumar
Rubi
Almir Sater
O CD Ventura, dos Los Hermanos
O CD Acústico do 10.000 Maniacs, com a voz de Nathalie Merchant
Escrever
Ler – enquanto o livro não me cansa
Guimarães Rosa
Machado de Assis
Descobrir novas qualidades nos amigos conhecidos
Novos amigos
Minha família
Minha mãe e suas histórias que não acabam, com frases lindas entre um conto e outro
Minha tia, seu silêncio observador e seu deboche cáustico
Meu tio, suas tiradas surpreendentes e seu bom humor de plantão
Minha tia da Bahia e sua capacidade nata de nos prender a uma narrativa
Meu pai e todas as histórias que ele deixou
Meus queridos amigos, descobertos em diferentes ocasiões
A risada bem alta da minha amiga mais querida
Os dramas intensos de uma outra amiga tão querida quanto
As observações profissionais e de desabafo de uma outra amiga que permaneceu
Compartilhar as novidades em imeios sem noção com outro confidente querido
Re-relembrar com outro amigo que, há muito tempo, já éramos sem-noção
A cumplicidade recém-adquirida de pessoas novas na vida
Banco de ônibus vazio quando se volta cansada para casa
Banho quente depois de uma chuva na rua
Estrada (de novo)
Festa
De aniversário
De Ano Novo
Junina
Dos outros
Inventada.

Eu gosto de tudo isso. E você, que me lê? Do que você mais gosta?

Pense um pouquinho.

Então, saiba que eu te desejo para 2007 tudo o que você acabou de pensar e tudo o mais que você lembrar que goste. Que todas essas coisas boas possam te surpreender nos momentos que você mais precise. E que todas essas pequenas coisas encham sua vida de boas histórias.

Boas Festas e um Feliz Ano Novo.


Domingo, Dezembro 17, 2006

Eu fui (ou sobre o inacreditável)

Eu fui ver o Almir Sater.
Eu quase chorei.
Eu fiquei com (mais) vontade de largar tudo e ir pro meio do mato.
Eu quero um violeiro.
Bonito.
Afinado.
Perfeito.
Não é necessário que seja rico. Basta ter uma casa e uma... chalana! Pensando bem, uma chalana serve mais pra São Paulo ultimamente. O kit sonho pode vir sem chalana.

***

Tudo bem, eu sei que um pedido desses não existe. Mas, depois de hoje, vou dar mais chances ao inacreditável. Acordei de um sono de poucas horinhas com a certeza de que ia ver o Inter levar uma sova do Barcelona. Eu não estava secando o Inter. Apenas queria ver os malabarismos do Ronaldinho Gaúcho no Barça (eu gosto de futebol, é bom lembrar. E, sobre secadas, eu nunca vou conseguir secar com a mesma força um time que não seja o Palmeiras - que nem anda me dando tanto trabalho, felizmente). Então. Aí, o Inter foi valente e fez apenas o necessário: um gol no segundo tempo. Só. Eu ainda não estou acreditando. É bem verdade que era um jogo até confortável para o Inter. Se perdesse, era perfeitamente compreensível. Mas ganhou. Foi bonito. Ai, que dor de cotovelo. Tá bom, confessei.




Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

Menos de sete horas

Hoje tem show de Almir Sater e eu vou.

Por enquanto, é só o que eu tenho a dizer.

Terça-feira, Dezembro 05, 2006

Só nas pílulas

Não se enganem com este título. Eu não estou tomando as malditas pílulas para emagrecimento. Felizmente, acredito com todas as forças que não preciso. E, ainda que precisasse, eu ia preferir gastar a cota de anfetaminas com exercícios - até mesmo com corrida, coisa que eu sempre acho que nunca vou conseguir fazer.

As pílulas do título se referem, na verdade, à falta de um assunto único, comum, para este post. É uma época em que também estou falando assim, em pílulas. Como quando a gente diz uma frase e, na metade dela, esquece o que estava dizendo. Tipo... próxima pílula.

Devo sim, e devo tudo. Dinheiro, favores, compromissos. Em alguns casos, não nego. Em outros, nego sim. E, sobre os que restaram, eu nem me pronuncio.

Já houve um tempo em que eu dormi até não ter mais sono. Esse tempo passou.

Estou sempre com a sensação de estar correndo e permanecer atrasada.

E, puxa, o final do ano. Os enfeites, as luzes, os prédios vermelhinhos... Não chegou uma tristeza monstro como no ano passado. Pra falar a verdade, só ter a perspectiva de mais de dois dias de folga já me anima consideravelmente. Mas... acho que não vou mais conseguir ficar feliz com as festas de final de ano. Resolvi desencanar totalmente até de rituais de reveillon (a exemplo do ano passado). Será que fazer uma listinha me ajudaria? Com pendências do próximo ano?

Vi o bicampeonato da Seleção Masculina de Vôlei. Quer dizer, ver eu não vi nenhum jogo. Apenas soube. Achei bonito. Se fosse há 14 anos (meu Deus, a idade de um adolescente), eu ia pegar todos os recortes de jornais pra engordar minha pasta. Isso, porém, seria ainda mais ridículo para uma pessoa quase à beira dos 30 (quase: ainda me faltam mais de três longos anos. Assim espero). Meus tempos de tiete passaram. Como não investi na carreira de Maria Boleira, só me resta acordar cedo amanhã para trabalhar. E esperar mais uma chuva.

Hoje eu esperei a chuva chegar, e ela nao veio. Ainda bem. Na segunda-feira, ela foi uma visita muito ingrata.

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