Sábado, Junho 30, 2007

É...

Tem dia que é assim.

O que a gente espera não acontece.
A gente se engana no que pensa.
O que a gente planeja não faz.
O que a gente faz sai errado.
O que a gente imagina não faz o menor sentido na vida real.
A vida real não faz também o menor sentido.

Tem épocas em que demora a cair a ficha.
Mas tem dias em que todas as fichas caem. Uma a uma, e até com a duração média dos três minutos que costumavam ter as fichas telefônicas (usei muitas).

E tem dias em que nos damos prazos. Na realidade, os prazos não são para nós. São para a vida. “Vida, você tem até o dia tal pra me dar o que eu quero. Senão...”. Aí, a gente pensa no “senão”. Senão o quê? Eu corro pelada pela rua? Hmm, não. Eu me jogo da janela?? Hmm, também não. Tenho medo de morrer. Senão... Ah, senão, você vai ver só, sua vida chata, feia e boba.

E aí, a gente prolonga esses prazos e pensa nos senões, pensando em fazer uma super ameaça para que a vida cumpra o que foi ordenado. Até que, no meio destes prazos, aconteça algo para nos fazer esquecê-los. A vida tem seus próprios prazos e razões. E a gente enlouquece quando tenta pensar demais neles.

Tem horas que dá vontade de ser Macabéa. Mas isso não é possível quando se vem ao mundo com a curiosidade de Miguilim. Ou como José Arcádio Buendia. Ou, apenas, como eu mesma.

A vida não tem receita. Quer saber? Ainda bem.

Domingo, Junho 17, 2007

De novo, aquela sensação de véspera. Sem motivo real/aparente. Só a espera, para ver se é véspera mesmo.

***

Eu gosto de esportes em geral, mas sou uma brasileira-padrão em relação à Fórmula 1. Acompanhava de longe as vitórias do Ayrton Senna e, quando ele morreu, eu tinha 14 anos e também chorei. Me lembro muito bem do clima trágico vivido no Brasil por conta daquilo. Aí, eu também passei a fazer piada do Rubinho. Ele nunca teve o meu respeito, principalmente depois que deixou o alemão ultrapassar (não me interessa que foi por ordem da Ferrari e que ele perderia um contrato milionário. Quem fala desses pilotos parece se referir a quem ganha Bolsa Família. Pilotando qquer carroça ele continuará sendo muito bem pago).
O Felipe Massa me pareceu um cara de mais sorte: chegou à Ferrari quando o alemão se aposentou e pareceu ter mais sangue na veia. Mas, desde semana passada, escolhi um outro piloto para torcer. Assim, torcer de longe, sem muito sacrifício. Lewis Hamilton. Li na Folha uma matéria grande sobre a trajetória dele que, no Brasil, é parecida com a de muitos jogadores de futebol - algo que talvez Hamilton fosse caso tivesse nascido no Brasil (nunca vi aqui caso de piloto pobre, dado o preço desse esporte). Mas Hamilton é inglês e, lá, é piloto e negro (aqui, ele seria mulato, no máximo). Melhor: tem carisma.
Bom, minhas palavras sobre F-1, com meu conhecimento de brasileira-padrão especialista em chute, terminam aqui. Se quiser ler mais sobre o assunto, vá até o Velocidade.org, criado e mantido pela Babi, a primeira fã confessa de Felipe Massa que conheci.



Encanto

"Por que carros e aviões se tens sonhos e pernas?"

Estou tão absolutamente encantada por Vander Lee que não resisti a postar outra frase do homem. Boa noite.

Domingo, Junho 10, 2007

Poda

Hoje, Vander Lee falará por mim. Apesar do monte de gerúndio, é exatamente assim que eu me sinto. Com estes mesmos gerúndios.

Meu Jardim

Vander Lee

Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho

Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim


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