Domingo, Setembro 30, 2007

Enjeitados

Diálogo por sms durante o último capítulo da novela.

Amiga: Chocaaaada com o Ivan!
Eu: Gilberto Braga é gênio!
Amiga: Deus Gilberto!
Eu: Wagner Moura é o melhor vilão de novela que eu já vi.
Amiga: Toni Peludo tá ótimo!
Eu: Surreal a branquela de lixeira. Olha, até Dennis fez ponta!
Amiga: Dennis?
Eu: Dennis Carvalho apareceu como deputado numa CPI, interrogando Bebel.
Amiga: Catiguria!
Eu: Até as enfermeiras são gêmeas?
Amiga: Não tinha reparado nelas. Será que foi mensagem subliminar para o Globo Repórter?

Bem, eu não vi o Globo Repórter. Mas, como noveleira sazonal, também não perdi o último capítulo de Paraíso Tropical. Eu sempre adorei Wagner Moura e, nessa novela, ele foi uma entidade. O melhor vilão que já vi, com o melhor desfecho que eu já assisti. Sem morte por engano, como em Vale Tudo, sem Laura cachorrona. O enjeitado era o herdeiro. Toda novela tem um enjeitado. Mas o Ivan foi, com certeza, o que mais se ferrou.

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Meu time de coração tem se ferrado bem mais que os enjeitados de novela. Ali atrás, há mais de um ano, entre maledicências e raiva pela eliminação em mais uma Libertadores, já dava pra prever o que ia acontecer hoje. Ou o que vai acontecer no final do campeonato. Pior que ir pra Segundona será amargar algum tempo por lá. Será que o Corinthians se tornará uma Portuguesa? Eu tenho medo, muito medo.

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E a seleção feminina? E a Marta? Como joga bola... pena que ficou no vice de novo. Pra mim, aquela juíza roubou. Também foi bom ver que, no Brasil, não deram às vices o mesmo tratamento de últimos colocados. Pode ser reconhecimento, pode ser surpresa. Mas foi uma pena as alemãs terem vencido desta vez.

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Promessa de começo de novela das oito: nessa, eu não vou viciar quando chegar o final. Mas esta é uma promessa repetida em todos os finais de novela.


Domingo, Setembro 16, 2007

Saldo das férias

Inverno na Bahia (= poeira e um friozinho beeem leve, pra dormir bem à noite)
Dois livros lidos (um foi mto bom. Outro, mto ruim)
Piadas e observações típicas feitas com a família reunida
Uma pele um pouco mais queimada. Mas só um pouco.
Algumas pedaladas no Cerrado
Alguns hematomas provocados pelas pedaladas
Renovação do estoque de forró brega (e de brega bem brega)
Novos causos
Causos antigos com nova roupagem
Hooooras de viagem
Companhia para a mãe
Saudaaaaade de quem ficou por lá
A alegria de reencontrar quem ficou por aqui
Novos objetivos traçados
Paz de espírito.

Tudo isso sem contar uma limpeza no guarda-roupa antes da viagem e o corte de um palmo de cabelo. Dizem que devemos nos livrar de coisas inúteis na vida para abrir espaço para as novidades, não é mesmo? E que as novidades sejam boas. Para todos nós.

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Antes que me esqueça: um novo vício foi adquirido nos últimos dias de descanso. Lost. Agora eu entendo porque o povo viciou.




Segunda-feira, Setembro 10, 2007

Leve, mas ainda com olheiras

O clima ensolarado da última semana em São Paulo melhorou meu humor na volta à cidade. Uns dias em casa antes de voltar ao batente também. Rever alguns dos amigos ajudou muito a manter meu sorriso pós-Bahia. Todas as vezes em que vou para lá, tenho certeza de que foi a melhor coisa que fiz com meus dias livres - a certeza vem por diferentes motivos, mas sempre vem. Pena que as olheiras não foram embora. Acho que elas nunca mais me abandonarão.

Voltar com a cabeça leve faz com que a cachola reflita sobre muitas coisas que a gente quase deixa pra trás por conta de problemas que deveriam ser corriqueiros. É algo como limpar e dividir o lugar limpo em compartimentos: aqui vai o que pode ser descartado logo, aqui vai o que é realmente importante, aqui vão as besteiras que nos ajudam a viver. Espero demorar a bagunçar estes compartimentos.

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Os últimos dias de férias me fizeram descobrir um programa que me deixou beeem saudosa com os anos 90: MTV de Bolso. O programinha, em si, é tosco. Mas os clipes são todos de hits de quem foi adolescente na década passada. Foi aí que percebi que a época mais saudosa da minha geração foram os anos 90, em que crescemos e viramos adolescentes, ainda na transição entre o vinil, as fitas cassete e o CD Player (nem todo mundo tinha). As rádios mais ouvidas tocavam de tudo, de Nirvana a C&C Music Factory. E os nossos colírios eram os moços do Barrados no Baile, como Jason Priestley.
Foi um clipe com ele visto nestes dias que me fez pensar em tudo isso de novo: "I Drove all night", de Ray Orbison. Há muito, mas muito tempo eu não ouvia essa música. Mas, assim que o clipe começou, a adolescência passou feito um filminho, feito não só dos acontecimentos, mas daquilo que eu sentia na época. Os sonhos, os planos e o jeito de ver o mundo, com toda aquela sabedoria inocente dos 13 anos. Inocente sim, apesar do tanto de besteiras que aquela turma que cresceu junta sempre falou. Fiquei feliz em ver como essa época foi vivida. Só falta achar alguém que invente uma festa Anos 90, pra tocar ao mesmo tempo Faith no More, Corona e Biquini Cavadão.

PS: A chatíssima da Celine Dion também regravou Drove all night. Credo.

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