Quinta-feira, Outubro 18, 2007

Há um tempo certo para cada propósito, afinal

Eu estou encanada com o tema Tempo. Percebi isso depois que copiei e colei o que foi publicado antes pela querida Anoca (não é a Sweet, é a Anoca mesmo, pelo menos pra mim). Achei lindo desde que li. E vai aqui porque as ocasiões pedem.

há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu:
tempo de nascer e tempo de morrer,
tempo de plantar e tempo para colher o que se plantou,
tempo de matar e tempo de curar,
tempo de derrubar e tempo de construir,
tempo de chorar e tempo de rir,
tempo de prantear e tempo de dançar,
tempo de espalhar pedras e tempo de juntá-las,
tempo de abraçar e tempo de se conter,
tempo de procurar e tempo de desistir,
tempo de guardar e tempo de jogar fora,
tempo de rasgar e tempo de costurar,
tempo de calar e tempo de falar,
tempo de amar e tempo de odiar,
tempo de guerrear e tempo de viver em paz.

Fonte original: livro de eclesiastes (ou o pregador) capítulo 3, 1-8

Domingo, Outubro 14, 2007

A ida dos contadores de histórias

A morte de Paulo Autran neste feriado me fez pensar em como eu admiro as pessoas que sabem contar histórias. E me parece que os melhores contadores são aqueles que já têm os cabelos brancos, os sinais das décadas marcados nas mãos e a lembrança suave de casos que foram alegres e tristes. Com eles, uma narrativa não é contada apenas com começo, meio e fim. Ela é dita por meio da voz - o mais elementar dos recursos - e também com as pausas, o sorriso, um olhar distante, franzido de testa, gestos, mãos que apontam um horizonte imaginário, ou que ajudam a reconstituir a anedota de outros tempos. Cada contador tem o seu jeito de refazer um acontecimento. Feliz de quem ouve. Eu ouvi muitos causos - e ainda ouço. Mas sinto saudade de muitos a quem ouvi contar histórias. Por mais que prestemos atenção, nunca contaremos algo do mesmo jeito que nos foi falado. Uma pessoa, quando se vai, leva com ela os recursos com os quais encenava suas narrativas. Mas, felizmente, ela deixa as histórias a quem for capaz de contá-las. Ou, apenas, de lembrá-las.
Nunca, nunca, nunca eu vou me arrepender de ouvir a quem já ouvi. E sempre vou me lembrar de meus contadores de história preferidos enquanto ouvir meus narradores mais queridos - os que fazem parte de minha família. Embora eu, felizmente, tenha amigos que também são experts nesta arte.

***

Quem acompanha um mínimo do noticiário de esportes sabe da comemoração dos 30 anos do fim da fila do Timão. Eu não vi - nasci três anos depois. Mas, fala a verdade: foi lindo! Eu sofro, eu reclamo, eu aturo desaforo nas épocas desfavorecidas de títulos, mas eu tenho orgulho.

Pelo tempo de vida dos contadores de histórias, pelo tempo que passou entre o final da fila e o começo de uma nova (que terá duração menor), pelo tempo que nos ajuda a enxergar melhor tantas coisas simples, vai uma das poucas coisas que gosto de Caetano Veloso. Gosto tanto que vai merecer estréia em vídeo aqui neste blog. Mas na voz e imagem de Rita Ribeiro, uma das vozes que mais gosto desde que descobri essa tal mpb.





Domingo, Outubro 07, 2007

Praticamente uma goleada

Contra a lógica e o rebaixamento, o Corinthians ganhou o clássico de hoje. Goleada de 1 a 0. Podia ser 1/4 a 0. Vamos antecipar as manchetes dos programas esportivos de amanhã: "vitória na raça", "a cara do Timão" (a vitória ou o Betão?), "revanche histórica" etc etc. Fatos: vou ganhar um alívio de, pelo menos, mais uma semana, Felipe é o melhor goleiro do Corinthians desde a época de Dida e o Vampeta é o jogador mais divertido deste campeonato.
Bem, pra falar a verdade, eu não estou acreditando direito no resultado ainda. Quem confia na lógica acima de tudo, não pode torcer pro Corinthians. Nem pra time nenhum. Pensando bem, não pode viver. (E ainda teve gol impedido!)

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Vi Tropa de Elite. O filme já está nos cinemas. Também vi por meios genéricos. E não concordo com os críticos que dizem que o filme é apologia ao Bope - uma análise muito rasa para quem ganha a vida escrevendo resenha de filme após cabines gratuitas (as sessões oferecidas primeiro aos jornalistas que cobrem a área). O filme é muito bom, Wagner Moura é tudo de bom, mas fiquei mal. Não tanto pela violência, mas pelo questionamento do verdadeiro papel de Ongs no morro. É bonito ser estudante universitário e ongueiro. Mas até que ponto essa ação aparentemente idealista pode mudar as coisas? Ainda estou pensando.

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Se o São Paulo perder todos os jogos daqui até o final do campeonato, ainda será campeão?

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