Terça-feira, Novembro 20, 2007
Canta pra subir
Os últimos dias têm sido esquisitos. Se eu estivesse seguindo a filosofia "The Secret", deveria postar aqui coisas lindas, boas vibrações, objetos de desejo. Mas, como estou querendo mais é exorcisar o que é ruim (num momento "nó de camisa", alguém já viu isso passando pelos canais com cultos da Universal?), aí vai uma lista do que odeio:
- Gente mascando chiclete de boca aberta ao meu lado. Ou perto de mim. Ou apenas no meu campo de visão. Eu não paguei pra ver o seu trident fazer um percurso completo em sua boca. E não tenho culpa se tua mãe não te ensinou a comer de boca fechada – ou se vc esqueceu.
- Unha de dedinho do pé: tem coisa mais feia?
- Os escravos da lógica. Gente, o mundo não é óbvio. Se uma mesa tem pernas, e se eu tenho pernas, logo, eu não sou uma mesa. Entenderam o raciocínio?
- Perguntas inconvenientes. Como “o que você vai fazer com a herança?” solto em pleno velório. Ou um “você tá forte, hein?” (Para uma pergunta destas repetida em muitas vezes, dei a seguinte resposta: “Você já reparou que, toda vez em que me vê, faz a mesma pergunta? Ou eu permaneço forte ou eu vou achar que vou chegar aqui rolando da próxima vez que vc me vir”. Acho que nunca mais ouvirei esta pergunta da mesma pessoa)
- Aliás, a lista de perguntas inconvenientes rende por si só um post
- Terapias de choque. A pessoa te diz tudo o que acha que tem pra dizer e vc fica com a bomba na mão. E ainda ouve: “mas olha, eu disse tudo aquilo pro teu bem, eu sabia que você ia precisar disso”. Na realidade, foi só uma transferência de bombas: do colo da pessoa que segurava para o seu colo. (Momento mea culpa: eu já devo ter feito isso algumas vezes. Mas, depois de ter sentido na pele, vejo que terapias de choque provocam danos irreversíveis)
- Sentimento de posse com pessoas (ou sufoco – a aversão a isso é uma das características aquarianas mais presentes em minha pessoa)
- Época natalina. Especialmente se os enfeites já começam a ser montados nos primeiros dias de novembro, como neste ano. Mais ainda se ela vem acompanhada da torturante “Então é Natal” com a voz de Simone. Mais ainda elevado ao quadrado quando as proximidades com um shopping formam um trânsito da PQP. Muito mais ainda quando eu começo a lembrar dos especiais da Xuxa – que eu adorava, é bom dizer. E muito, mas muito mais ainda quando eu sei que vou passar o dia 24 pro dia 25 tendo que esconder as lágrimas. Ta bom, eu odeio o Natal.
- Graaandes amizades de... meia hora. Intimidade forçada quando não há motivos concretos para isto. Gente que acha que te conhece depois de convivência de um ou dois dias. (Não me entendam mal: eu não sou anti social em uma mesa onde conheço poucas pessoas. Converso, conto piadas e até me divirto se me sinto bem com o ambiente. Mas não me venha tirar como melhor amiga apenas por causa disto)
- Graaaandes inimizades de... meia hora. Gente, se em meia hora não dá pra fazer amigos, tampouco é possível reconhecer inimigos. Eu posso até não ir com a cara do fulano mas, e se aquele dia a pessoa estava com ressaca? Dor de barriga? Dor de corno? Vamos dar chance às pessoas!
Chega de raivas no momento. Acho que deu pra fazer um exorcismo Express. Sem precisar de nó na camiseta.
Terça-feira, Novembro 06, 2007
Alento
"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!"
Mário Quintana, extraído de Espelho Mágico.
Sexta-feira, Novembro 02, 2007
Mau humor
Pro inferno com estas regras.
Se bem que eu acredito que é preciso conhecer as regras. Especialmente para saber quais devemos quebrá-las - e quando.
Tem coisa mais chata que gente que vive tudo a partir de um código rígido? Que nunca sai de um círculo determinado, porque pisar fora daqueles limites representaria quebrar suas regras? Gente que não sabe consegue usar a sabedoria para enender que regras não são receita de bolo? E que as receitas podem ser adapadas de acordo com a sabedoria e inspiração de quem as prepara, sem que o bolo deixe de ser bolo?
Acho muito importante ter princípios e valores para nortearem cada vida. Mas considero desnecessária a adoção incondicional de manuais de instruções. Com eles, nosso aprendizado perde o valor.
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Momento "querido diário" sim, e daí?
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Mau humor mesmo. E daí parte 2?
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Wagner Moura é tão, mas tãão bom que, em apenas uma semana, ele deixou de ser o Olavo para se tornar o Capitão Nascimento. Mas quem era Olavo, mesmo?
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Ah, meu Corinthians na zona de degola... Mais um capítulo trágico da história desse time. Mas, pra falar a verdade, e pra ver o lado bom dessa desgraça, acho bem interessante ver meu time ser o mais falado desse campeonato. Nem o Penta de um time de batom rendeu tanta notícia (hihihihi...)
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Falando em desgraça, lembrei agora q minha mãe nunca me deixou pronunciar essa palavra sem me dar uma bronca. Esse é um dos nomes utilizados no interior da Bahia pra falar sobre o coisa ruim, o tinhoso, o cramuião.
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Eu adotei este nick pela primeira vez há cerca de quatro anos, no msn, por conta de um apelido no trabalho. Resolvi trazer ao blog sem nunca ter assistido ao seriado Lost (e sem saber que ele seria um de meus poucos vícios televisivos). Aí, folheando o guia da Mostra de Cinema, descobri que existe um filme cujo nome é exatamente igual a este nick. "Lost, lost, lost" é um documentário autobiográfico lançado em 1976 que mostra a chegada do cineasta lituano Jonas Mekas a Nova York e seu envolvimento com o cinema independente e a cena ungerground da cidade. Filmado entre 1949 e 1963, mostra como a comunidade artística se envolveu com diferentes situações sociais e políticas registradas. Tem quase 3 horas de duração. Eu dormiria, acho. Além de diário pessoal, "enfim, meu blog" também é cultura.
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Você também tem raiva dos tipinhos descritos na primeira parte deste post? Ou você se identifica com estes tipinhos? Saiba mais sobre normose aqui e aqui, então. Não, eu não recebi nada pra divulgar estes links.