Domingo, Agosto 31, 2008
Nostalgia e prioridades
A Madonna virá ao Brasil e todo mundo que conheço disse que vai ao show da diva. Será divertidíssimo, e eu também quero ir. Mas não sei se encaro uma nova agonia ao estilo U2 para vê-la. Além disto, outros shows muito bons vão acontecer neste segundo semestre. Um deles é o da Dave Matthews Band, com Ben Harper e Vanessa da Mata de lambuja. Fosse só pelos últimos, eu me contentava em economizar a grana com uma cerveja num bar. Mas eu já disse que vou ter um treco se não conseguir ver Dave Matthews aqui.
Descobri também que REM virá ao Brasil para shows em São Paulo, Rio e Porto Alegre. Os ingressos não serão baratos. Então, já que tanto meu cartão de crédito como minha conta bancária têm limites, já fiz minhas escolhas.
Não tenho nenhum CD da Madonna, mas conheço muita coisa por causa de uma amiga de infância/adolescência que era fantática. Só que, colocando REM e Dave Matthews na balança do meu orçamento, eu desisto da histeria que será a corrida pelos ingressos do Morumbi. Não descarto totalmente a ida. Mas não vou me preocupar com isso por ora. (Não posso me esquecer que eu também tinha dito que não ia ao show do U2.)
Eu acho que também terei um treco se não for ao REM. O meu maior arrependimento foi não ter ido ao Rock In Rio no dia da apresentação deles. Até hoje lamento.
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Os bancos poderiam abrir uma linha especial de crédito para quem quiser ver os shows deste segundo semestre.
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Quase setembro. Já. Os dias passam cada vez mais rápido. A frase não é nova e é assunto de elevador em todo dia primeiro do mês. Dizem que isso se deve à quantidade de recursos que temos hoje. Muitas fontes de informação, tecnologia, trabalho multiplicado, rapidez pra se conseguir coisas... Preenchemos muito mais os nossos dias, e eles não demoram a passar como antes (a menos em uma sexta-feira que o relógio marque 17h10 quando a gente torce para ele bater logo 19h).
Eu chuto que essa sensação de correria permanente tenha ajudado a criar essa geração saudosista, da qual me sinto parte. Esse povo que lota as festas com músicas dos anos 80. E que gostaria muito de ir a festas com o melhor dos anos 90. Onde toque Gun´s, Nirvana, Pearl Jam, C&C Music Factory, EMF, Spin Doctors, Ugly Kid Joe, Inner Circle, Ace of Base e demais particularidades da década. Meu setlist teria também “I Drove all night”, essa clássica, linda, maravilhosa do finado Roy Orbinson.
Eu via esse vídeo no Clip Trip (com apresentação de Beto Rivera, meu Deus, por que a gente conta essas coisas?), com Jason Priestley no auge como um dos protagonistas do Barrados no Baile. Vejo hoje de novo e lembro de como eram meus sonhos aos 12, 13 anos. Foi uma época boa, em que celular não existia nem no desenho dos Jetsons, música portátil era gravada em fita-cassete com as vinhetas das rádios FM e a gente jogava vôlei na quadra durante aula vaga. Ou na rua, durante as férias ou os finais de semana. Talvez seja por isso também que eu queira tanto ver REM.
Sábado, Agosto 23, 2008
Olímpicas
Foram as olimpíadas do choro para os brasileiros, já diria Zé Simão. Isso porque ele nem viu como eu me esbugalhei assistindo tudo em casa. As lágrimas mais recentes foram hoje, com o ouro da seleção feminina de vôlei. Desde o início das olimpíadas defendi que essa seleção levaria o ouro. Mas a fama de amarelona das moças fez com que muitos não me levassem a sério. Torci muito para que elas não carregassem essa injustiça pra sempre (apesar do Pan no Rio).
Comecei a chorar no match point, quando vi o placar em 24 no quarto set. E a americana isolar a bola da quadra no ponto final. Torci especialmente por Zé Roberto Guimarães, um dos ídolos da minha adolescência. Sua foto está até hoje no meu quarto, junto aos outros então jovens meninos da geração de ouro de Barcelona.
Há quatro anos, ele foi um dos injustiçados com a fama de amarelar. Vi MUITOS dizerem que aquele fatídico 24 x 19 contra a Rússia aconteceu por falta de berro. Que o Bernardinho no banco ia chamar aquelas meninas na xinxa e o placar ia ser diferente. O método Bernardinho de comando foi e está sendo bem sucedido. Mas não é possível exista um modelo único de trabalho para se formar um vencedor.
Na prática, nunca fui boa em esporte nenhum. Mas sempre fui atenta. Dos 12 aos 15 anos, o vôlei masculino foi um dos grandes interesses de minha vida, e talvez um dos responsáveis pela escolha de minha profissão. Eu lia (e colecionava) tudo o que encontrava sobre vôlei, a seleção, o surgimento da super liga, o nascimento e morte de uma revista chamada Volleyball (tenho todos os exemplares), a ascensão e a queda daquela geração de 92 que conseguiu um ouro inesperado e que hoje formou comentaristas e ídolos de muitos dos campeões. Com isso, também acompanhei o trabalho de Zé Roberto, seu estilo ponderado e nem por isso menos respeitado pelos atletas com quem ele trabalhou.
Depois da fatalidade com a seleção feminina em Atenas, pouca gente se lembrou que aquele era um grupo que havia enfrentado problemas recentes com ex-técnico, que havia passado por uma renovação forçada e que Zé Roberto foi chamado como um bombeiro.
Depois daquela derrota e do quarto lugar, pouca gente ficou atenta à preparação deste ciclo olímpico, com um trabalho estruturado e equipe de psicólogos. O povo também sequer pesquisou que Zé Roberto sempre dirigiu times femininos – era este o caso antes dele assumir a seleção masculina que foi ouro em 92. E também que o tão festejado Bernardinho não tinha conseguido nenhum ouro com as mulheres. O ouro ausente até então não era falta de grito.
Hoje, felizmente, todos puderam gritar. Desde a mulherada que sempre manda recado pra mãe/pai/namorado/cachorro/papagaio quando vê uma câmera por perto (o que é engraçadíssimo) até o contido Zé Roberto. Corneteiros, não se ganha medalha no grito. Isso todos sabem. Inclusive o Bernardinho. Ah. Escrevo antes da final do masculino. Que também vou ver, claro.
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Gente, eu não tenho nada contra o Bernardinho. (Quer dizer, quase nada). Só não aceito que as pessoas façam oba-oba com um único estilo de trabalho. Que só está correto quem parece histérico. Os ponderados também são muito importantes neste mundo.
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Os quase três anos de tiete fanática me ajudaram a escrever este post, contar histórias surreais e ainda vai me dar mto assunto de bar.
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Só não chorei com a Maurren Maggi porque não vi ao vivo. Minto. Chorei no VT. Fantástica, fantástica.
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Tb não chorei com a prata do futebol feminino porque estava no trabalho. Mas foi injusto com essas mulheres que jogam mais bola que muito marmanjo. Com Marta, a jogadora, o Corinthians não seria rebaixado. (Isto não é propaganda eleitoral). Já a seleção masculina não merece espaço neste post. Bronze eu comemoro com a Natália Falavigna, do Taekwondo.
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Bicicross na olimpíada? Mountain bike também? Coloca futebol de botão então! Amarelinha! Queimada!!!!! Eu quero ser da seleção feminina de queimada. Conseguir viagem de grátis e ainda tirar foto com um monte de atleta famoso.
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Gente, eu tinha certeza do ouro do Diego Hipólito. Morri de dó da cara de “oohhh” que menino fez quando sentou na var... digo, no tablado. Nem vou falar da vara da Fabiana Murer, que sumiu. Brasileiro é um povo muito cruel pra fazer piadinhas.
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E quando a Jade vai deixar de fazer aquela cara de choro, meu Deus? Chora, filha, mas chora com a medalha no peito da próxima vez!
Ok, momento mea culpa express. É difícil cobrar essa maturidade de uma menina de 17 anos. Gente, com 17 anos eu achava que aos 28 eu já teria conhecido o mundo e o homem da minha vida. Mas, pensando bem, isso não era falta de maturidade. Era falta de noção mesmo.
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Mas a medalha de ouro para melhor choro vai para aquela coisa FOFA do César Cielo. Dá vontade de montar comunidade no Orkut: César Cielo, eu te consolo!!!!!!!
(Aí ele vira e fala: minha filha, você acha que eu trocaria minha medalha de ouro pelo seu consolo??? Hahahahahahahahahah)
***UPDATE: Acabei de ver a prata do vôlei masculino. Uma pena. Pior ainda é perder dos EUA.
Sábado, Agosto 16, 2008
Teste
1. Quais são as três últimas coisas que você comprou?
- Três blusinhas básicas e uma bata
- Suco de pêssego
- Discos em um sebo (Incluindo a trilha sonora de “Que Rei Sou Eu”, a apenas 1 real!)
2. Quais são as três últimas músicas que você fez download?
Baixo poucas músicas, menos do que gostaria. Mas aí vai:
- Algumas do novo CD do Teatro Mágico
- Lisandro Aristimuño (quer dizer, não baixei, mas ouvi tudo o que podia online... serve?)
- You gotta love someone, Elton John. Baixou a brega mesmo. Mas eu adoro, fazer o quê?
3. Quais são os três últimos lugares que você visitou?
- Recife
- Lucas do Rio Verde
- Ilha do Cardoso
4. Quais são seus três filmes preferidos?
- I am Sam (a trilha, especialmente)
- Peixe Grande
- Forrest Gump
5. Quais as três coisas que você tem que mais gosta?
- meu toca-discos
- aquela sapatilha preta
- os amigos queridos (não há amigo que não seja querido, é um pleonasmo e vai assim mesmo)
6. Quais são as três coisas que você não pode viver sem?
- relógio
- óculos (já tentei, não consegui)
- uma boa manicure
7. Se você pudesse fazer três desejos, quais seriam?
- uma ponte aérea “interior da Bahia – minha casa em São Paulo”
- um transportador igual ao dos Jetsons, pra ir imediatamente a qualquer lugar
- assistir a um jogo do Corinthians com meu pai
8. Quais são as três coisas que você ainda não fez e quer fazer?
- Ir ver um jogo do Corinthians!
- Assistir uma olimpíada (acho que estou com o espírito olímpico...)
- Perder os insistentes quilos que cismam em não me largar
9. Quais são os seus três pratos preferidos?
- Berinjela gratinada
- Macarrão ao molho branco
- Grão de bico
10. Quais são as três celebridades com quem você gostaria de andar?
- Zeca Baleiro (pra mim, é celebridade)
- Selton Mello
- Almir Sater
11. Diga três coisas que te assustam.
- competitividade exacerbada
- falta de escrúpulos
- gente dissimulada
12. Se você pudesse se descrever em três palavras, quais seriam elas?
- sarcástica
- irônica
- estabanada
13. Diga três coisas não usuais que você faz bem.
- crochê
- envelopar papéis
- lavar louça
14. Diga três coisas que você têm cobiçado.
- um monitor de LCD
- um carro
- uma conta bancária com saldo permanentemente positivo
15. Quais são os três blogs que você gostaria de indicar para responder também?
- Mar de Letras
- Maio, 26
- Der Freie Wille
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Gente, e que coisa mais linda o ouro do César Cielo? Q vontade de dar um abraço no menino na hora do choro... Tá bom, já contive meu momento Cinira.
Aliás, ainda bem que não vi com a narração de Galvão Bueno. Cruz credo.