Sexta-feira, Outubro 31, 2008
Enfim, uma campanha para se apoiar

"Ele" é Lewis Hamilton. Afinal, o Rubinho merece ter a carreira marcada por alguma coisa boa.
Como eu sou bem ign... fanfarrona pra automobilismo, vá neste blog aqui se quiser ver notícias apropriadas e opiniões fundamentadas sobre o tema. Da Babi, fã de Felipe Massa desde o tempo em que eu não sabia da existência de fãs do piloto.
Sábado, Outubro 25, 2008
Valei-nos, Bom Jesus
Há mais de 60 anos, um moço alto, bonito e de boa família preparava um plano de fuga para se casar com uma moça mais nova, prendada, decidida e criada por uma tia fanática religiosa. O moço era filho da parteira mais procurada da região, dona Maria Angélica (nunca nenhuma mulher morreu de parto na mão dela, é o que se diz até hoje), e de Pedro Alexandrino, que virou Pedro Xandu – ninguém sabia falar Alexandrino. Xandu virou o sobrenome do Seu Felipe, de seus irmãos e de qualquer um da família.
Sim, dona Joana fugiu para se casar com ele, e deve ter fugido também das pragas que a tia fanática religiosa fez questão de sair às ruas anunciando enquanto o jovem casal entrava na igreja. A amizade do Seu Felipe com o Bom Jesus da Lapa parece ter influído na vida dos moços, que comemoraram bodas de ouro e ainda viveram juntos bons anos após a celebração.
Tiveram quatro filhos inteligentes, trabalhadores e bem humorados, que os ajudaram a construir uma das mais aconchegantes casas daquele interior. Dos filhos, vieram netos ávidos pelas histórias da família. Alguns netos já os deram até bisnetos. A separação aconteceu apenas porque a esposa, a dona Joana, precisou ir antes, há seis anos.
Na semana passada, o seu Felipe terminou sua jornada de 96 anos. De uma maneira rápida, calma e comovente, fez suas últimas orações enquanto pedia a companhia do amigo Bom Jesus. Pelo longo histórico de camaradagem, Ele, o Bom Jesus, provavelmente guiou o moço até um lugar onde pudesse novamente encontrar os conhecidos que se foram antes.
Lá, deveriam estar a dona Joana, a dona Maria Angélica, o seu Pedro Xandu, os irmãos, tios, primos e todo aquele pessoal que admirava a elegância e a postura de um senhor que não era rico e trabalhou na roça, mas que se comportava como um gentleman. Teve defeitos, sim. Muitos até bem conhecidos. Mas isso é o que menos importa agora.
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O Seu Felipe citado acima é meu avô. Na mesma semana em que fiquei baqueada com a notícia, acontecimentos, digamos, supérfluos (mas nem tanto) me fizeram sorrir. Como a volta do meu Timão para seu lugar de direito. Robertão voltou, o Timão voltou, todos voltamos para ficar. "Não fez mais que a obrigação" os secadores podem me dizer. Não me importo. Continuamos o time mais falado da temporada. Sorry.
Sábado, Outubro 18, 2008
Confissão
Eu não tenho medo de cachorro (a não ser que ele avance, e isso eu tb diria que é precaução).
Eu não tenho medo de mosquitos, besouros ou mariposas.
Eu mato baratas, apesar do nojo.
Eu não ligo para lagartixas.
Não tenho medo de sangue ou de agulhas.
Mas eu acabei de dar um grito agora mesmo ao ver um rato na cozinha. Só não chamei minha mãe porque a dona Maria não estava em casa. Se tentei matar o bicho? Lógico que não. Ele fugiu com meu grito (sim, pessoas que conhecem meu tom de voz, eu também sou capaz de gritar). E meu coração tá na boca até agora.
Pronto, vocês já sabem como me assustar.
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Agradeço a todos os comentários do post anterior. Uma pena que ninguém conseguiu descobrir o nome da velhinha do "Arô", outro personagem hilário dos bons tempos dos Trapalhões...
Quinta-feira, Outubro 09, 2008
Audácia da pilombeta
Qual é o nome daquele personagem do Renato Aragão que usava uns bobes enooormes, passava roupas naquele ferro de brasa e atendia o telefone dizendo "arô"?
A resposta será fundamental para eu encontrar esse vídeo no Youtube.
A sorte está lançada. Agradeço a ajuda e compreensão.
Grata.
Terça-feira, Outubro 07, 2008
Do dia 4 de outubro
Dizem que todo mundo fica legal depois que morre. Eu mesma, com minha língua ferina, já devo ter dito isto. Mas o fato é que sabemos que as pessoas realmente conservam boas memórias de um falecido quando lembram das histórias mais absurdas sobre ele para alguém próximo. Que pode ser um amigo, parente, mulher, filha, primo... Se a pessoa não tivesse boas lembranças, simplesmente não falaria nada.
Já me contaram uma história de um tio que teve a insanidade de levar umas 10 crianças na carroceria de um caminhão de São Paulo para Santos à noite. Para acomodar a pirralhada, ele pregou dois pedaços de maneira na carroceria que serviriam como banquinhos num legítimo pau de arara, coberto com lona escura, para não despertar a atenção da polícia rodoviária. A pirralhada foi e voltou, feliz da vida por descer as curvas da estrada de Santos sacolejando no caminhão. Ao que consta, a polícia não apreendeu.
Muitos anos após o ocorrido, uma prima me contaria, às gargalhadas, que esse tio insano viria a ser meu pai.