Domingo, Novembro 30, 2008

Anos 90?

Acho que o revival dos anos 90 está chegando. Com um movimento aqui e ali, estamos deixando de zoar apenas das ombreiras da década de 80 para nos lembrar das altas cinturas das calças utilizadas na última década do século passado.

Começou com Pantanal. Agora, a RedeTV exibe Barrados no Baile (o original, e não a nova versão de 90120 da Sony). O prenúncio se completa com o lançamento de Chinese Democracy, aquele esperado álbum de volta do Guns (Axl + todo mundo substituído) N´ Roses. (Isso me lembra que, há oito anos, eu era estagiária em um jornal que circulava fora do Brasil pra brasileirada que trabalhava/morava no lugar. Cuidava da página de música cozinhando notas de agências e, num dia, uma delas foi sobre o tal álbum: "Guns de volta no segundo semestre". A previsão precisou de 16 semestres).

Os caras bem que podiam fazer uma turnê caça-niqueis no Brasil, pra ajudar a pagar as dívidas de oito anos de (suposta) gravação. Eu iria.

Guns é hit da (minha, nossa) adolescência, e presença certa nos melhores da semana do Clip Trip. Olha eu falando de novo do programa. Mas, para mim, é impossível lembrar visualmente das bandas do começo da adolescência sem citá-lo. A MTV surgiu em uma época em que canais UHF não eram familiares a todas as TVs, principalmente aquelas compradas em alguma promoção de 1986, por causa da Copa. Vídeo-cassete era artigo em falta na minha casa também. Logo, só me restava sintonizar o canal 11.

Com tantos acontecimentos, só faltam as festas anos 90, já que Balão Mágico deve estar tocando em toda balada. Vamos lá, DJs! Tem um monte de gente da mesma idade que quer ouvir Guns, Alice in Chains, Ace of Base, EMF e Information Society numa mesma noite. Alguém, por favor, crie um Teen 90´s!

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Se você não é de São Paulo e não faz idéia do que seja a TV Gazeta, Clip Trip, Beto Rivera ou coisa que o valha, juro que tentei procurar explicação válida no You Tube. Mas encontrei bem menos do que esperava. Por isso, vai aqui entrevista com o Angra (que eu nem gostava) em 1994 (com uma abertura diferente, mas a mesma música) para vocês terem idéia ou apenas baterem a mão na testa e pensar: "meu Deus, eu também usava essas roupas!!!"



Mas, olha: tem um q tb vale a pena dar uma espiada. Uma banda da qual eu não me lembro com um vocalista de rosto familiar usando uma camisa da 775 (que era "de marca" na época).

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Lembrando dessas porcariadas todas, me veio à cabeça o tão falado caso entre Marcelo Camelo e Mallu Magalhães. Hipocrisias à parte (gente, pessoas de 16 anos namoram), eu também achei estranho. Não por ela, que deve estar apaixonadísima. Eu, com 16 anos, vendo um caso parecido, a teria como ídolo (yes, we can!). Mas aí eu fico pensando nele. Se um amigo meu chegasse num bar e dissesse: "não trouxe minha mina pq ela não pode entrar aqui!" eu, com certeza, ia perguntar: "meu, vc tá louco?". Bom, pra quem não tem nada a ver com a história, já comentei demais.

A gente sente mesmo o peso da idade quando pensa: "ah, mas se fosse minha filha...". Tenho certeza que isso não passou pela cabeça de Mallu. Que (meu Deus), nasceu em 1992. (Pausa dramática).


Sexta-feira, Novembro 14, 2008

And I feel fine

Consegui preencher uma grande lacuna de show que nunca havia assistido na vida. Eu vi R.E.M. Em 2001, no Rock in Rio, eles vieram ao Brasil e eu me arrependi por 1- não ter ido e 2- não ter nem visto a transmissão pela TV.

De lá pra cá, vezenquandamente eu vasculhava o site dos caras na esperança de encontrar o anúncio de uma turnê mundial. Neste ano, a notícia foi divulgada bem na época do início da vendas do show da Madonna. A escolha, pra mim, foi óbvia.

Eu vi e ouvi "The one I love" ao vivo, assim como quem gravou o vídeo abaixo. (Eu só não estava tão perto pq eu não era pista VIP. Aliás, se eu tivesse o suficiente pra pista VIP, comprava ingressos pra dois dias na "normal")




Ah, eu não chorei em Everybody hurts. Mas foi quase.

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Já começou a decoração natalina. Parece que está pior a cada ano.

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Frase de Zé Leôncio em Pantanal, acerca da economia brasileira: "É mais fácil correr atrás de boi do que acompanhar a oscilação financeira". Perfeita a sentença proferida há 18 anos.


Sábado, Novembro 08, 2008

Em defesa aos ogros do mundo

Comentário ouvido em um salão numa tarde chuvosa de sábado.

- Ah, meu marido adora que eu faça as unhas. Ele repara nas unhas de outras mulheres também.

O comentário provocou franzidos leves em duas testas: a minha e a da amiga que ouvia a observação.

- Tem dias que ele comenta comigo: “olha como aquela fulana está com as unhas horríveis! Credo!”

Alguém respondeu:

- Nossa, esse repara mesmo, hein? Que bom!

Desta vez, os franzidos de testas foram simultâneos à troca de olhares desconfiados. Em uma história em quadrinhos, o balãozinho em cima da cabeça de nós duas seria o mesmo: “Esse cara é homem mesmo? Seeeiii...”

Aí, os homens que afirmam nunca entender as mulheres podem dizer: “Ué, mas vocês se enfeitam tanto e desconfiam se o cara repara?”. Mas é claro. Tenho sérias desconfianças de homem que repara demais em algumas coisas que só mulher perde tempo para fazer. “Mas por que vocês fazem tudo isso então?” Porque a gente gosta, ué. Manja efeito psicológico? Então. Melhor que muita sessão de terapia. É muito bom se o cara repara que a mulher está bonita. Mas é muito mais legal o cara dizer isso sem ter a menor idéia do que foi feito. Até porque pode ter dias em que a mulher não fez absolutamente nada. E isso pode fazer tão bem ao ego quanto uma tarde inteira no salão.

De todo jeito, fiquei pensando no homem que observa as unhas femininas alheias. Tudo bem que a bichinha não precisa estar cheia de micose e nem com o esmalte escuro na ponta. Mas que mulher levaria a sério um cara chegando junto na balada com os dizeres: “Que lindo o tom escuro desse esmalte! É o Jabuticaba da Colorama ou o Ameixa da Avon?” (Se eu ouvisse isso, ia aproveitar pra pedir várias dicas de maquiagem, já que conversar era tudo o que me restaria com um moço desses. Até um bofe lindíssimo abduzi-lo)

Desconfio sim de homem com tantos conhecimentos, digamos, estéticos. Que perca mais tempo para se arrumar do que eu. Que use creme esfoliante no rosto. Que faça hidratação nos cabelos com creme da Kerastase. Ou lipoaspiração (!!!). E que ainda se afirme hétero. Sinceramente, descobrir que um homem tem mais cremes que eu só pode ser brochante, ainda que eu não tenha muitos deles. (Ehr... mentira). E não me considero sou o estereótipo da mulher vaidosa. Mesmo. (Isso é verdade).

Ainda que, segundo a maioria das revistas femininas, as mulheres sintam falta da sensibilidade masculina, eu acho que os ogros merecem defesa neste mundo. Por ogro, ou macho, ou homem mesmo, leia-se o cara que vai a estádio, toma cerveja, joga futebol e tenha boas histórias pra contar sobre os micos que já pagou. Ele pode até saber que escova é aquilo que deixa o cabelo da mulher liso, já que a irmã e a mãe fazem e rezam pra não chover naquele mesmo dia. É limpinho, mas não sabe a diferença entre adstringente e esfoliante e não faz idéia da serventia de um leave in. Sem melindres ou frescuras tidas como femininas. Mas, por favor, não entendam por ogro um cara sem educação ou escroto. Imaginem um Shrek. E em como a Fiona foi feliz com ele no conto de fadas que eu mais gostei de ver.

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Comentário atrasado, mas ainda válido: eu também queria votar no Obama.


Domingo, Novembro 02, 2008

Quase

Quase a uruca coletiva deu certo. Por muito pouco. E foi legal conseguir voltar a torcer por F1.
(É muito importante ressaltar que não sou fanática - em F1, sou parte da população que vai no embalo).
Aproveitando o embalo: mas cadê o Rubinho mesmo? Alguém de vocês viu?

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No mais, sem grandes novas para o momento.

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