Segunda-feira, Outubro 12, 2009

A pedra mais alta

Toda vez que escrevo um post mais melancólico, como o último, volto no blog, releio e penso: "meu Deus, como eu estava dramática. Quanto exagero".
Foi essa a minha reação de hoje. Ainda bem. Sinal que o desabafo serviu pra exorcisar aquela coisa ruim do peito. Acho.

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Hoje foi um dia ensolarado no meio de um feriado que está sendo calmo. Eu bem que precisei destas horas a mais de sono.

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De bobeira na net, lembrei de quando comecei a gostar do Teatro Mágico. Até foi assunto aqui, em algum momento, há alguns anos. O grupo não era assim tão conhecido, os shows tinham pessoas da minha faixa etária (que era de 24 ou 25) e ainda me despertava aquele encanto da novidade: aquele bando de gente num mesmo palco, trapezistas, moça fazendo acrobacia no tecido e todo mundo cantando junto as letras que depois eu aprendi.

Só que, nos shows seguintes, eles se tornaram cada vez mais conhecidos e eu fui me sentindo cada vez mais velha na plateia. Tipo aquele desenho do Popeye quando resolve ir à escola. Ele regride todas as séries (da 8a ao maternal) no mesmo dia e depois conta pra Olívia, orgulhoso, que já completou todas as etapas de ensino! (essa era a mesma sensação que eu tinha no curso de inglês).

Percebi que estava até tendo reações de velha intolerante. Me irritava com as menininhas cantando muito alto e sem qualquer preocupação com a afinação, com o endeusamento ao Fernando Anitelli e com o empurra-empurra da plateia. E desisti. Fiquei contente ao saber que eles já tinham aparecido em programas de TV, capas de jornal, de guias de show... Mas eles já não precisavam mais de mim.

Lembrei de outra coisa pra qual eu já não tinha mais paciência: os discursos infindáveis em prol de alguma causa muito justa sim. Mas, ai, eu já não tenho mais paciência pra discursos em palco... Era quando dava vontade de gritar TOCA RAUL e sair para um bar, debater a essência de qualquer outra coisa que não ocupasse tanto meu cérebro.

Falando assim, até parece que peguei birra do grupo. Não foi o caso. Foi desistência mesmo. E, não sei porquê, veio hoje um trecho de uma música na cabeça. Uma das frases que mais duraram no meu msn: "quero teu sonho visível da pedra mais alta". Ela detonou muitas buscas pelo youtube. E vai um vídeo aqui, talvez porque eu ainda goste da letra, ou então porque ela me lembre praia, mais exatamente o Pouso da Cajaíba, em Paraty, lugar no qual eu não levei máquina mas guardei alguma das mais belas imagens de viagens já feitas - elas só perdem para a Chapada Diamantina, o lugar mais especial que conheci.

Ainda sem saber a razão, quis postar um vídeo no qual os gritos da galera não interferem tanto na música, apesar da imagem tremida.




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Pensando bem, eu também quero meu sonho visível da pedra mais alta.


1 comentários:

Verena Ferreira disse...

adouro essa música!
:)