Seção 32*
(Vander Lee)
Nem todo fim tem começo
Nem tudo que é bom tem seu preço
Nem tudo que tenho mereço
Nem tudo que brota é do chão
Nem todo rei tem seu trono
Nem todo cão tem seu dono
Nem tudo que dorme tem sono
Nem toda regra, exceção
Nem tudo que morre é de fome
Nem tudo que mata se come
Nem tudo que é dor me consome
Nem toda poesia, refrão
Nem todo carro tem freio
Nem toda partilha é ao meio
Nem toda festa é rodeio
Nem tudo que roda é pião
Nem toda obra se prima
Nem tudo que é pobre se rima
Nem tudo que é nobre se esgrima
Nem tudo que sobra é lixão
Nem tudo que fito é o que vejo
Nem tudo bonito eu almejo
Nem tudo que excita é desejo
Nem todo desejo é tesão
Nem tudo que ganho é o que valho
Nem tudo que jogo é baralho
Nem tudo que cansa é trabalho
Nem tudo que dança é baião
Nem toda crença, ilusão
Nem todo Deus, comunhão
Nem todo pecado, perdão
Nem tudo que se dança é baião
Nem tudo que sobra é lixão
Nem toda poesia é refrão
Nem tudo que se dança é baião
* Os negritos são por minha conta.
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Até tentei dar busca no Google pra saber do que se tratava a Seção 32. A explicação mais convincente apareceu num site do Tribunal de Justiça do Mato Grosso e se refere a "Execução de Pena Pecuniária". Ou seja: receber intimação para pagar algum tipo de multa.
Ah, esses artistas. Inventam coisas q não fazem o menor sentido, mas são capazes de descrever uma vida com versos destacados em negrito.
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O termo corporativo do momento é "resiliência", definida pelo fulano que se adapta a qualquer situação. Para os empregadores, isso é o máximo. Já para os próprios resilientes...
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