Os 30 são os novos 20, eu já ouvi dizer.
Acho que isso até anda se aplicando em meu caso. Apesar de que o corpo reclama de um jeito que passaria despercebido aos 20. Baladas ou compromissos seguidos em dois finais de semana ou em três dias seguidos da semana consomem muito mais do que antes.
Mas é fato que a gente aproveita de uma maneira bem melhor que aos 20. Eu acho.
Isso é um indício de cura da crise dos 30. Em pleno final do ano, já estou começando a achar que estou na melhor fase de minha vida. Até agora.
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Outro indício de cura: os enfeites de Natal da Paulista agora me causam admiração, e não mais amargura ou aquela tristeza sem fim. Já acho os enfeites bonitos sem precisar me esforçar tanto para isso. E não estou sentindo aquela tristeza natalina tão horrorosa de anos anteriores. Passei quase 10 anos com mto receio de como ia me sentir no Natal. Nesse ano, ele chegou e eu estou, finalmente, feliz.
Pode ter sido a terapia iniciada há alguns meses, posso ter sido a mudança de pontos de vista, pode ter sido o fato de eu me culpar menos pelas coisas que não posso mudar. Pode ter sido o botão do "foda-se" apertado mais vezes, bem como pode ter sido o fato de ter conseguido realizar o sonho da viagem ao Chile por conta própria e sozinha, depois de uns 7 anos de pesquisas e algum planejamento que só foi levado a sério no final do ano passado.
Ainda que tenha sido culpa apenas de alguma conjunção astral prevista ou não pelo Personare, alguma coisa trouxe de volta aquela menina de 17 anos, sem aquela teimosia ou chatice da adolescência. Quer dizer, eu acho. Pelo menos por agora, sinto que não preciso mais me lamentar por aquela frase do Oswaldo Montenegro, que ia e voltava da minha cabeça: "quantos defeitos sanados com o tempo eram o melhor que havia em você". Neste caso, não foram defeitos e nem foram sanados com o tempo. Ficaram escondidos, à espera de oportunidade para voltarem à tona.
1 comentários:
E os 40, os novos 50?
Hahahah
Vá lá, cinquentona, kkkkk
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