Sábado, Junho 04, 2011

Escapes, reações contraditórias e a culpa do destino

Ah, as válvulas de escape.

No meio de tanto, mas taaanto trabalho, eu consigo abrir um sorriso em momentos improváveis pensando nas férias que vão chegar já em julho.

Assim. É mto trabalho mesmo. Mas, ultimamente, tenho medo de dizer que "nunca trabalhei tanto na vida". A outra semana chega e me mostra que, sim, é possível trabalhar mais.

Sabe o pior? Eu gosto.

***

Mesmo gostando, aí vêm as férias, ah, as férias. Primeiro, elas estavam marcadas para a Austrália. Td por causa de queridos que foram pra lá conquistar a fluência no inglês e o domínio sobre a vida. Mas a viagem, cara demais pro meu bolso, e os absurdos para a exigência do visto (como precisar de um valor XX no extrato pra garantir que eu não ia ficar lá clandestinamente) me causaram mais angústia do que empolgação. E eu vi que tinha algo de errado. Até ouvir a seguinte pergunta: "o sonho de ir pra lá é seu ou é dos outros?". Não era um sonho meu. E a frase me ajudou a ver que esta viagem ia ser apenas mais um sonho dos outros q eu adotaria.

Cinco minutos depois de ouvir a frase, os outros destinos foram decididos: Argentina e Uruguai. Mendoza + Buenos Aires + Colonia Del Sacramento + Montevideu.

As passagens foram compradas depois da quarta mudança nas datas de minhas férias, numa tentativa de que não houvesse a quinta alteração de data.

Depois que eu, toda feliz e contente, comecei a fazer planos, tentativas de planilhas de gastos e pesquisas por passeios e preços de hospedagem, descobri um negócio que tem me dado reações incoerentes: a Argentina será sede da Copa América, que vai durar bem o tempo que eu estiver no país.

A primeira reação foi balbuciar um palavrão no metrô, durante a descoberta. "As hospedagens vão acabar! Os preços vão subir! E o time do Brasil está uma m@#da!".

Depois, comecei a me acostumar com a história. "Ah, vai ter um monte de gente por lá. Ah, vai dar pra assistir os jogos. Oba, Mendoza é sede da seleção chilena!". Até vi a tabela de jogos pra saber quais deles poderia assistir.

Eu comecei a pegar birra da tal Copa América ao ver que os hostels que eu mais gostei já estavam todos reservados. Mas eu esqueci a birra ao ver outros endereços e tentar praticar a intuição ao escolher os hostels. (Sim, a gente precisa dela nessas horas. Foi na base da intuição que escolhi minhas hospedagens no Atacama, e ela não me enganou)

Tudo indica que, até chegar julho, eu vou gostar, amar, pegar birra e voltar a amar o fato de a Copa América ter escolhido o mês das minhas férias pra acontecer na Argentina. Todas as vezes em que isso acontecer, vou culpar o destino.

Ah. Também não posso deixar de observar que, antes de fechar as passagens, sonhei umas três noites com o Uruguai. Assim, sem nunca ter ido.

***

Eu achava que ia escrever sobre como tenho trabalhado melhor minhas angústias, os efeitos positivos da terapia e o fato (vitorioso) de ter ficado um sábado à noite em casa de maneira voluntária, achando o máximo ficar de pijama o dia inteiro - e depois de ter feito um bolo de cenoura digno de quem já pode casar. Mas hoje não é dia de fuçar angústias. Bom fim de semana a todos.





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