No meio de tanto, mas taaanto trabalho, eu consigo abrir um sorriso em momentos improváveis pensando nas férias que vão chegar já em julho.
Assim. É mto trabalho mesmo. Mas, ultimamente, tenho medo de dizer que "nunca trabalhei tanto na vida". A outra semana chega e me mostra que, sim, é possível trabalhar mais.
Sabe o pior? Eu gosto.
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Mesmo gostando, aí vêm as férias, ah, as férias. Primeiro, elas estavam marcadas para a Austrália. Td por causa de queridos que foram pra lá conquistar a fluência no inglês e o domínio sobre a vida. Mas a viagem, cara demais pro meu bolso, e os absurdos para a exigência do visto (como precisar de um valor XX no extrato pra garantir que eu não ia ficar lá clandestinamente) me causaram mais angústia do que empolgação. E eu vi que tinha algo de errado. Até ouvir a seguinte pergunta: "o sonho de ir pra lá é seu ou é dos outros?". Não era um sonho meu. E a frase me ajudou a ver que esta viagem ia ser apenas mais um sonho dos outros q eu adotaria.
Cinco minutos depois de ouvir a frase, os outros destinos foram decididos: Argentina e Uruguai. Mendoza + Buenos Aires + Colonia Del Sacramento + Montevideu.
As passagens foram compradas depois da quarta mudança nas datas de minhas férias, numa tentativa de que não houvesse a quinta alteração de data.
Depois que eu, toda feliz e contente, comecei a fazer planos, tentativas de planilhas de gastos e pesquisas por passeios e preços de hospedagem, descobri um negócio que tem me dado reações incoerentes: a Argentina será sede da Copa América, que vai durar bem o tempo que eu estiver no país.
A primeira reação foi balbuciar um palavrão no metrô, durante a descoberta. "As hospedagens vão acabar! Os preços vão subir! E o time do Brasil está uma m@#da!".
Depois, comecei a me acostumar com a história. "Ah, vai ter um monte de gente por lá. Ah, vai dar pra assistir os jogos. Oba, Mendoza é sede da seleção chilena!". Até vi a tabela de jogos pra saber quais deles poderia assistir.
Eu comecei a pegar birra da tal Copa América ao ver que os hostels que eu mais gostei já estavam todos reservados. Mas eu esqueci a birra ao ver outros endereços e tentar praticar a intuição ao escolher os hostels. (Sim, a gente precisa dela nessas horas. Foi na base da intuição que escolhi minhas hospedagens no Atacama, e ela não me enganou)
Tudo indica que, até chegar julho, eu vou gostar, amar, pegar birra e voltar a amar o fato de a Copa América ter escolhido o mês das minhas férias pra acontecer na Argentina. Todas as vezes em que isso acontecer, vou culpar o destino.
Ah. Também não posso deixar de observar que, antes de fechar as passagens, sonhei umas três noites com o Uruguai. Assim, sem nunca ter ido.
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Eu achava que ia escrever sobre como tenho trabalhado melhor minhas angústias, os efeitos positivos da terapia e o fato (vitorioso) de ter ficado um sábado à noite em casa de maneira voluntária, achando o máximo ficar de pijama o dia inteiro - e depois de ter feito um bolo de cenoura digno de quem já pode casar. Mas hoje não é dia de fuçar angústias. Bom fim de semana a todos.
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